segunda-feira, 10 de maio de 2010

Logum Edé – O Orixá da Magia e da Boa Sorte


Estava Oxossi o rei da caça a caminhar por um lindo bosque em companhia de sua amada esposa Oxum, dona da beleza da riqueza e portadora dos segredos da maternidade.

Quando de seu passeio, foi avistado por Oxum um lindo menino que estava a beira do caminho a chorar, encontrando-se perdido. Oxum de pronto agrado, acolheu e amparou o garoto, onde surgiu nesse exato momento uma grande identificação, entre ele, Oxum e Oxossi. Durante muitos anos Oxum e Oxossi, cuidaram e protegeram-lhe, sendo que, Oxum procurou durante todo esse tempo a mãe do menino, porém sem sucesso, resolveu tê-lo como próprio filho. O tempo foi passando e Oxossi, vestiu o menino com roupas de caça e ornamentou-o com pele de animais, proveniente de suas caçadas. Ensinou a arte da caça, de como manejar e empunhar o arco e a flecha, ensinou os princípios da fraternidade para com as pessoas e o dom do plantio e da colheita, ensinou a ser audaz e a ter paciência, a arte e a leveza, a astúcia e a destreza, provenientes de um verdadeiro caçador. Oxum por sua fez, ensinou ao garoto o dom da beleza, o dom da elegância e da vaidade, ensinou a arte da feitiçaria, o poder da sedução, a viver e sobreviver sobre o mundo das águas doces, ensinou seus segredos e mistérios. Foi batizado por sua mãe e por seu pai de Logum Edé, o príncipe das matas e o caçador sobre as águas. Viveu durante anos sobre a proteção de pai e mãe, tornando-se um só, aprendendo a ser homem, justo e bondoso, herdando a riqueza de Oxum e a fartura de Oxossi, adquirindo princípios de um e de outro, tornando-se herdeiro até nos dias de hoje de tudo que seu pai Oxossi carrega e sua mãe Oxum leva. Esse é Logum Edé.

Logum Edé ganha domínio dado por Olorum

No início dos tempos, cada orixá dominava um elemento da natureza, não permitindo que nada, nem ninguém, o invadisse. Guardavam sua sabedoria como a um tesouro. É nesse contexto que vivia a mãe das água doces, Oxum, e o grande caçador Oxossi. Esses dois orixás constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos. Oxossi ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentavam e transbordavam de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta.
Oxum argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorum. Oxossi não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação. Olorum resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los. A floresta de Oxossi logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber. A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras. Oxossi não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar. Oxum, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la.
Oxossi andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum. Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada. Desesperado, foi até Olorum pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta d’água estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. A única salvação era a reconciliação. Oxossi, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxum, propondo a ela uma trégua. Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa. Oxum queria que Oxossi se desculpasse, reconhecendo suas qualidades. Ele, então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorum.
Dessa união nasceu um novo orixá, um orixá príncipe, Logum Edé, que iria consolidar esse “casamento”, bem como abrandar os ímpetos de seus pais. Logum Edé sempre ficou entre os dois, fixando-se nas margens das águas, onde havia uma vegetação abundante. Sua intervenção era importante para evitar as cheias, bem como a estiagem prolongada. Ele procurava manter o equilíbrio da natureza, agindo sempre da melhor maneira para estabelecer a paz e a fertilidade. Conta uma outra lenda que as terras e as águas estavam no mesmo nível, não havendo limites definidos. Logum Edé, que transitava livremente por esses dois domínios, sempre tropeçava quando passava de um reinado para o outro. Esses acidentes deixavam Logum Edé muito irritado. Um dia, após ter ficado seis meses vivendo na água, tentou fazer a transição para o reinado de seu pai, mas não conseguiu, pois a terra estava muito escorregadia. Voltou, então, para o fundo do rio, onde começou a cavar freneticamente, com a intenção de suavizar a passagem da água para a terra. Com essa escavação, machucou suas mãos, pés e cabeça, mas conseguiu fazer uma passagem, que tornou mais fácil sua transição. Logum Edé criou, assim, as margens dos rios e córregos, onde passou a dominar. Por esse motivo, suas oferendas são bem aceitas nesse local.

Notas bibliográficas
Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001

Quem é de Axé diz que é!









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CEN Brasil Comunicação.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CENSO 2010 perguntará cor e raça de todos os brasileiros

Questões podem ser respondidas pela web como ‘último recurso’, diz IBGE.
Censo começa em três meses e terá pergunta sobre relação homoafetiva.


Nathalia Passarinho
Do G1, em Brasília


A coleta de informações para o Censo 2010 começa em três meses e traz novidades como perguntas sobre cor e raça e relação homoafetiva. Desta vez também haverá a possibilidade de o questionário ser respondido pela internet, embora esta opção seja utilizada como "último recurso", segundo o IBGE.

A partir de 1º de agosto, recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) visitarão 58 milhões de domicílios em busca de um retrato atualizado da sociedade brasileira. Serão coletados dados sobre as características dos domicílios, relações de parentesco, fecundidade, educação, renda, trabalho, cor, raça e religião.

Quem não tiver tempo para receber o recenseador poderá responder aos questionários pela internet. O IBGE alerta, no entanto, que o ideal é uma conversa direta com o entrevistador do órgão. “Existe uma dificuldade histórica de disponibilidade das pessoas. A internet aparece como um último recurso para que o Censo seja respondido”, explicou a assessoria do IBGE.


Para utilizar a web, o entrevistado deve receber do recenseador um “e-ticket”, com o nome para acesso, senha e o site onde o questionário estará disponível. O Censo 2010, que terá orçamento de R$ 1,67 bilhão, será o primeiro totalmente informatizado, com a utilização de computadores de mão equipados com GPS e mapas digitalizados. Os novos recursos devem facilitar a apuração dos dados. Os primeiros resultados serão divulgados em dezembro deste ano.

Integram o Censo 2010 o questionário “Básico” e o de “Amostra”. O primeiro traz perguntas sobre as características dos moradores – sexo, idade, cor ou raça, educação e rendimento– e as características dos domicílios – abastecimento de água, saneamento básico e existência de energia elétrica. Já o questionário “Amostra”, que tem menos entrevistados, contém perguntas mais abrangentes sobre os domicílios, como número de cômodos, e dos moradores, como religião, deficiências, migração e estado civil.

Relação familiar
Para obter um cenário mais completo da família brasileira, o Censo deste ano vai introduzir nove categorias, entre elas a de “cônjuge do mesmo sexo”, “filho somente do responsável”, “enteado”, “agregado” e “parente do empregado doméstico”.

Cor e raça
No Censo 2010, o IBGE vai perguntar qual a cor e raça de todos os brasileiros. No Censo anterior, de 2000, o questionamento era feito apenas no questionário da Amostra, respondido apenas por uma parcela da população. No novo Censo, as perguntas sobre cor e raça serão feitas também no questionário básico.

Registro de Nascimento
Para conhecer o perfil e o local onde moram as famílias que não têm os filhos registrados, o Censo 2010 vai perguntar pela primeira vez se as crianças de até dez anos têm registro de nascimento. O objetivo é orientar políticas públicas e campanhas de registro civil. Dados do IBGE apontam que 9% das crianças que nasceram em 2008 não foram registradas.

Transporte
Também farão parte dos questionários perguntas sobre o tempo gasto pelas pessoas para se deslocarem de casa para o trabalho ou local de estudo. As informações, segundo o IBGE, vão auxiliar na identificação de municípios que fazem parte de um mesmo aglomerado urbano, o que deve facilitar o planejamento de uma rede integrada de transporte.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Obá provoca a morte do cavalo de Xangô


Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro. Em Cossô fez-se rei e casou-se com Obá. Obá era sua primeira e mais importante esposa, Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo.

Xangô era um conquistador de terras e de mulheres. Uma vez Xangô viu Oyá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente. Com Oiá se casou, mas Xangô era um conquistador de terra e de mulheres e logo se casou de novo.

Oxum foi a terceira mulher. As três viviam às turras pelo amor do rei, para deixar Xangô feliz, Obá presenteou-lhe um cavalo branco, Xangô gostou muito do cavalo, Tempos depois Xangô saiu para guerrear levando Oiá consigo, seis meses se passaram e Xangô continuava longe, Obá estava desesperada e foi consultar Orunmilá, Orunmilá aconselhou Obá a oferecer em sacrifício um iruquerê, espanta-mosca feito com rabo de um cavalo, mandou pôr o iruquerê no teto da casa.

Para fazer a oferta prescrita pelo oráculo, Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo, e Eleguá induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo branco de Xangô, mas não cortou somente os pêlos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer.

Quando Xangô voltou da guerra, procurou o cavalo e não encontrou, deparou então com o iruquerê amarrado no teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido, soube pelas outras mulheres da oferenda feita pela primeira esposa.

Xangô ficou irado e mais uma vez repudiou Obá.

O que é Utilidade Pública e o que fazer para obter o Título?

Quando o Estado concede o título de utilidade pública a entidades e organizações, está então reconhecendo os benefícios sociais e a importância das atuações destes grupos nas comunidades em que estejam inseridas. As atuações destas associações envolvem prestações de serviços de natureza social ou assistencial suprindo determinadas necessidades da coletividade. A entidade deverá estar voltada aos interesses sociais ou a um determinado setor, sem obtenção de lucros e sem quaisquer vantagens individuais.

A utilidade pública representada por uma associação terá acesso a recursos públicos, que serão direcionados para demandas setoriais do grupo comunitário que estabeleça conexão direta com a comunidade. Apenas as sociedades civis de direito privado como: associações, fundações, clubes de serviços e quaisquer instituições filantrópicas sem fins lucrativos, serão reconhecidos como de utilidade pública pelo prazo de 10 anos seguindo três aspectos para habilitação: Municipal, Estadual e Federal.

Foram aprovadas diversos títulos de utilidade pública encaminhadas pelo Mandato da Igualdade, a exemplo de ONGS, Associações de Terreiros e Sociedades Cristãs, dentre elas destacam-se, a Associação Apostólica Restauração, Sociedade Espírita Verdade e União, Instituto Cultural e Beneficente Steve Biko e o Centro Cultural Terreiro Cafung de Uzamb.

Para uma associação ou entidade solicitar a sua validade como de utilidade pública, deverá encaminhar pedido a um órgão legislativo de sua competência, ou seja, de seu Município, Estado ou Federativo. Para solicitação a um orgão legislativo do Estado a entidade interessada deverá dispor dos seguintes requisitos:

a) Ata de fundação registrada no Cartório de Títulos e Documentos,

b) Estatuto devidamente registrado no Cartório de Títulos e Documentos,

c) Cadastro de personalidade jurídica (CNPJ/MF),

d) Existência legal a mais de 12 meses,

e) Atestado de autoridade constituída (Prefeito Municipal, Promotor de Justiça, Delegado de Policia ou Juiz de Direito), declarando que a instituição esteve em efetivo e contínuo funcionamento durante os 12 (doze) meses, imediatamente anteriores com observância dos estatutos e que seus dirigentes não percebem qualquer remuneração ou vantagem pecuniária, a qualquer tipo,

f) Folha corrida e moralidade comprovada dos diretores,

g) Ata da atual diretoria, se não for á diretoria da fundação.

Fomentar organizações e entidades privadas para o exercício da utilidade pública faz-se necessário para a colaboração do bem estar comum. Além de suprir demandas de forma criteriosa direcionando amparo para os anseios da comunidade. A proximidade da linguagem e cultura que estas associações vivenciam no seu dia-a-dia entre os grupos que sofrem influências e vivem no mesmo local, facilita o entendimento e soluções de questões que são pontuais para a sociedade.
Fonte: Bira Côroa